Comunicados de imprensa

CINCO CONSELHOS PARA UM TELETRABALHO MAIS POSITIVO

• 81% dos portugueses gostaria de continuar em teletrabalho após a pandemia, e destes, 33% gostaria de o fazer todos os dias, revela o Barómetro da Vida Digital dos Portugueses da Celside Insurance.

• 61% dos que estão em teletrabalho consideram que rendem mais do que antes da pandemia.

• Mulheres são as que mais afirmam render mais em teletrabalho (68%) e são também as que consideram que a empresa lhes exige mais neste regime (31% face a 15% dos homens).

• 26% usa mais o smartphone para trabalhar desde o início da pandemia

Lisboa, 29 de Abril de 2021:A pandemia que transformou o mundo introduziu uma mudança de paradigma na forma como trabalhamos, acelerando a transição para o teletrabalho que a transformação digital já anunciava. Em Portugal, esta mudança radical parece ser bem acolhida, com uma expressiva maioria de Portugueses (81%)a afirmar que gostaria de permanecer em teletrabalho depois do fim da pandemia. Esta é uma das conclusões do Barómetro da Vida Digital dos Portugueses, estudo realizado pela Celside Insurance, líder europeu em seguros para telemóveis e dispositivos multimédia, em parceria com a Boutique Research, especialista em estudos de mercado e de opinião.

Poucas saudades do escritório

De acordo com o estudo, entre os que respondem que gostariam de permanecer em teletrabalhono contexto pós COVID, 1/3 gostaria mesmo de o fazer todos os dias (33%). É um número significativo, seguido dos 25% que afirma que gostaria de permanecer em teletrabalho metade da semana, e 16% apenas um ou dois dias por semana. 

Embora 3 em cada 4 portugueses prefira o teletrabalho, para 19% este novo regime está a ser uma má experiência. Destes, 18% responde que não gosta de trabalhar à distância, e 1% declara mesmo não conseguir concentrar-se trabalhando a partir de casa.

E aqui notam-se claramente as diferenças de género: entre a percentagem de portugueses que responde que o teletrabalho está a ser uma má experiência, 69% são mulheres. O teletrabalho também é mais complicado para quem tem filhos: 53% dos que responde que o teletrabalho está a ser uma má experiência tem filhos. 

Mais rendimento, sobretudo para as mulheres

Segundo o inquérito, 61% dos que estão em teletrabalho consideram que rendem maisdo que rendiam antes. Para 31%, isso acontece porque aproveitam melhor o tempo, trabalhando as mesmas horas, mas para 30% dos inquiridos, rendem mais porque em teletrabalho trabalham mais horas do que deviam. 14% dos portugueses responde que rende menos por não gostar de estar em teletrabalho e 6% refere que rende menos por ter demasiadas interrupções.

Em termos de nível de exigência da empresa em regime de teletrabalho, a maioria dos portugueses (71%) responde que se manteve igual. Para 24% dos portugueses, a empresa em que trabalha exige mais desde que está em teletrabalho, e apenas 5% responde que o nível de exigência baixou.

Quando olhamos para os dados por género, verificamos que são as mulheres que afirmam render mais em teletrabalho (68% versus 52% dos homens) e também as mulheres que mais afirmam que o nível de exigência da empresa aumentou em teletrabalho (31% de respostas afirmativas entre as mulheres, contra apenas 15% dos homens).

Work-life balance? 5 conselhos sobre teletrabalho

No segundo ano de pandemia, muitos já se adaptaram ao new normal na esfera profissional. Mas há sempre aspetos que se podem melhorar, para trabalhar de forma mais saudável, equilibrada e produtiva. Érika Veloz, Directora de Recursos Humanos da Celside Insurance para Espanha e Portugal, destaca 5 conselhos sobre teletrabalho:

Ter os dispositivos profissionais necessários:

por exemplo, computador portátil, smartphone – 26% dos portugueses afirmam ter aumentado a utilização de telemóveis para questões de trabalho desde o início da pandemia, de acordo com o Barómetro da Vida Digital dos Portugueses – e acessórios tais um ecrã grande ou auscultadores.

Separar os espaços físicos para tarefas de trabalho e tarefas domésticas

é necessário identificar a área onde o dia de trabalho vai decorrer e adaptá-la às condições de iluminação e sonorização necessárias. É essencial que o espaço de trabalho seja diferenciado da área de lazer familiar, da sala de jantar ou tarefas domésticas, para evitar distrações e favorecer a concentração.

Ter mobiliário adequado e ergonómico

o conforto e o teletrabalho não são incompatíveis. É aconselhável ter mobiliário e acessórios adequados e ergonómicos que favoreçam uma boa postura do corpo e evitem problemas de saúde a longo prazo. Por exemplo, uma secretária, uma cadeira confortável, a luz certa para não cansar os olhos ou um tapete de rato ergonómico, entre outros.

Desativar as notificações ou colocá-las em “mute” para se concentrar

estar longe dos nossos colegas de trabalho pode favorecer o “multitasking”. Embora seja uma capacidade altamente valorizada, pode levar à dispersão. É importante evitar distracões que possam causar stress, reduzir a criatividade ou piorar a nossa eficiência. A interrupção ou desativação de certas aplicações (chats, e-mail) que nos podem distrair da tarefa que estamos a realizar num dado momento é essencial para melhorar este aspeto.

Estabelecer rotinas e normas

não sair de casa, não interagir com outras pessoas … para evitar cair numa espiral negativa imposta por todas estas limitações é necessário para manter uma rotina e estabelecer certos hábitos. Por exemplo, vestirmo-nos como se fôssemos para o escritório ou estabelecer um horário – com início e fim, e pausas para nos movimentarmos. Além disso, se tiver de conciliar teletrabalho e crianças, é importante dar autonomia aos mais pequenos, fazê-los sentir-se envolvidos no dia de trabalho tanto quanto possível ou tornar os nossos horários mais flexíveis com base nas suas necessidades e rotinas.

Ficha técnica:

800 entrevistas online a indivíduos com 18 e mais anos, residentes em Portugal. Amostra proporcional à população portuguesa em termos de sexo, idade e região. O trabalho de campo foi realizado entre 12 e 17 de Fevereiro de 2021.